E apercebo-me de que, agora, há sempre estas duas vidas separadas em mim. Uma, em que não sei o que seria. Outra, em que não sei o que sou. Há, verdadeiramente, este final em constância permanente e algo triste em mim. Intrínseco; não o moldo. Apercebo-me igualmente de que, esteja onde estiver(sse), o final das divagações ser(i)á sempre este... O sentimento, esse, ser(i)á sempre, mas inevitavelmente sempre, este...
Não sei - como penso em vezes que não poderia nunca saber, por método científico melhor que me regesse a alma e o corpo -, durante quase todos os minutos e percepções do dia, se este é o sítio onde o meu verdadeiro eu se consegue mostrar. Penso que não. Tenho, agora, em mim, duas vidas separadas por uma linha de imaginação que não existe; nem em pensamento, que eu sempre me auto-regulei eficazmente.
Como é normal, continuarei apercebendo-me destas e doutras coisas, mas o que existe e tem de existir por norma é o eu que se consegue figurar como meu neste lugar. É triste...
Sem comentários:
Enviar um comentário