04/03/2012

Todos os dias aprendemos coisas novas. O nosso cérebro apreende coisas novas; segundo um processo de selecção de tudo o que quer entrar, essas coisas ficam guardadas ou não. Hoje, não sei se estarei a agir correctamente ao enumerar o que aprendi. Pensei, enquanto sorria sem conseguir parar, ao ouvir e ver o Coro, que a música é, sem dúvida, a minha grande paixão na vida. Respiro-a, vivo-a, sinto-a como não consigo com muitas outras coisas. Não me imaginaria surda ou a viver num ambiente em que a música não existisse ou, existindo, o ar não fosse constituído por partículas que conduzissem o som e eu não soubesse o que é ouvir. Amo o sentido de ritmo, a imaginação, o intelecto musical de quem o tem e, nos casos especiais e raros, a poesia e alma brilhante aliadas à expressão rítmica, inovadora e, com muitas layers, complexamente melodiosa.
Para além disto, aprendi umas mais 145783 coisas, hoje. Para além disto, hoje. Aprendi também a que entes=entendentes. Aprendi (ou o meu cérebro ainda sozinho, pelo menos também) que, por segundos, amei ou consigo amar crianças. Aprendi que pessoas de mente fechada soltam o eu brilhantemente discursivo que tenho guardado e, aprendi, no final, que tenho vindo a perder muitas das coisas pelas quais tinha orgulho em existir.

(Estou a obrigar-me a escrever umas linhas, pelo menos, todos os dias. Para exercitar ambas as minhas sístoles e diástoles da escrita.)

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