09/04/2012

Olha, é assim: vais falar comigo e vais. Está bem, eu interior? Então olha, é uma merda. O que eu aprendi até agora é que desconstruir as interacções interiores em palavras ou átomos menores (tangíveis?) dá sempre merda. A merda que costuma dar é fazer novelos e montanhas de coisas atómicas, basicamente transformar uma areia numa parede de tijolo. Intransponível. A outra das coisas que me restam dessa normal descodificação dos diálogos interiores é a incapacidade de adormecer. Obrigo-me a dormir e depois não. Escrevo. Penso. Medito. Cozo merda a forno lento. Merda mental, dá merda física. Por isso, retiro o que disse no início. E não fales comigo, importas-te, eu interior? Comunica comigo apenas após eu conseguir enfrentar-te, assim que a cozedura esteja fortificada e não haja já perigo de transformação ridícula do atómica a macroscópico. Faz só isso. Faz só isso. Faz só o favor.

Oh, e sim. Eu prometo regular-me melhor, um dia. Qualquer dia. Depois de deixar de pensar como penso na actualidade. E, nessa altura, tratar-te-ei melhor. 

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