Por outro lado, se pensar muito, vejo hoje que o brilhantismo sempre me atraiu. As palavras dos que já fizeram parte de mim despertam em mim a febre do passado; eles continuam brilhantes e, eu, a afundar-me a mim no que sou, no que não sou devido ao que (precisamente) sou, neste brilhantismo imutável daquilo que escolhi e me escolheu marcar. Sou imutavelmente triste. Perdi-me em algum momento na minha tristeza e, (suspiro), já não sei se consigo sair de lá com forma de jeito (para ser ainda o que me lembro de em tempos querer ter sido).
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