«Na plenitude das suas relações, Florentino Ariza tinha-se perguntado qual dos dois estados seria o amor, o da cama turbulenta ou o das tardes tranquilas dos domingos, e Sara Noriega sossegou-o com o argumento simples de que tudo o que fizessem nus era amor. Disse: «Amor da alma da cintura para cima e amor do corpo da cintura para baixo.» Sara Noriega achou que esta definição era boa para um poema sobre o amor dividido, que escreveram a quatro mãos e que ela apresentou nos quintos Jogos Florais, convencida de que ninguém tinha participado até então com um poema tão original. Mas voltou a perder.»
in O Amor nos Tempos de Cólera, Gabriel García Márquez
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