O meu amor não é igual ao teu. O meu amor é maior e não tem sublimação em vista. O meu amor não tem asas, tem pernas. O meu amor não sabe para onde ir, mas tem pernas. O meu amor não tem religião, é tão direccional como um ateu que procura um deus sem esse nome. O meu amor é trágico, e isso faz-me querer apagá-lo. O meu amor não é linear nem é ascencional. O meu amor às vezes quer falar (muito e contigo, meu deus) e às vezes quer não ter tido infância (para não ter aprendido qualquer linguagem comunicacional nem ter aprendido que às vezes fechá-lo num quarto trancado, escuro, e esquecer onde se guarda a chave é sobreviver). O meu amor é polar. O meu amor é um super-herói em tempos de guerra e um mártir em tempos de paz. O meu amor não sabe de mim. O meu amor é o melhor que eu tenho. O meu amor saberia fazer de ti o mais bonito e saudável. O meu amor saberia amar, amar, amar, ser justo, enorme e não acabar. O meu amor seria um gelado num dia de Verão. O meu amor seria o melhor de ti. O meu amor seria o pai do homem. O meu amor faria desenvolver o que de melhor haveria em mim e em ti. O meu amor seria o melhor de nós.
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