13/03/2013

Crer que nunca me dei seria acertado, mas não o quero admitir. Por algum motivo (talvez uma esperança ingénua maior do que a vontade de verdade) se interponha neste processo e faça a sua parte. Talvez seja por causa desta esperança - talvez ingénua, talvez não; o que não me importa assim tanto, na verdade - que não quero acreditar no pior de mim. Na inexistência de plasticidade que pudesse ter - eventualmente, eventualmente. Não. Crer que nunca me dei seria acertado, mas não o quero admitir. Admiti-lo seria, portanto, saber que o mau de mim é mais forte que a minha esperança ingénua. E mais forte ainda que todo o amor que já me ofereceram. Aceitei-o, mas nunca me dei a ele.
Por outro lado, sabê-lo, aceitá-lo na minha consciência de forma simples, livre e descomplexada poderia ser um passo mais na direcção de um conhecimento interior. Conhecimento esse que poderia ser, com essa aceitação, cada vez mais profundo e poderoso (talvez...). Mas... perco as forças quando penso nesta formulação. Esta hipótese, assim colocada, rouba-me forças que preciso para conseguir continuar a ter a minha esperança ingénua.

Ingénua. Talvez fraca. Mas ainda assim, existente.

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